Constelação Nicolândia
Outro dia, fui de um lado para o outro em um trilho de Sonho de Valsa. Valsa nada, era Rock, e você não dançava, apenas cantava.
Cantava só para mim.
Depois, subi e desci em uma montanha russa à luz do dia (deste tamanico, mas sinuosa o suficiente para me dar alguns sustos).
O primeiro brinquedo, entretanto, foi quem quase me arrancou a cera das orelhas. No Super Frisbee, enquanto estava lá em cima, pendia as pernas no ar, pensando onde foi que me meti.
Na queda, em alta velocidade, imaginava a comicidade de perder a consciência ali, do seu lado, ou de colocar as tripas pra fora no pobre desavisado que, coitado, estivesse a um raio de cinco metros da plataforma.
É minha primeira vez em um parque de diversões, a primeira vez que confio meus medos a equipamentos de outrem.
Não obstante, é muito bom para mim olhar para o lado e ver seu sorriso de praia a me dar as boas vindas, a cada atração.
É muito bom para mim encontrar refúgio na sua mão, que segura a minha mão, o meu braço, o meu corpo (não importa a integridade do equipamento).
É muito bom para mim ter você, aqui, lá, em todo lugar.
"Um mirante ao norte, bom para ver o nascer do Sol. Minha constelação Nicolândia".
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